Mas afinal, o que é PANTON?

Termo indígena que inspirou nosso jogo

26/11/2025

Os indígenas Macuxi nomeiam suas narrativas de panton. 



“Tudo aquilo ali, panton. Isso que você tá querendo chama panton” - afirma em entrevista Seu Severino, ancião macuxi da comunidade São Jorge. Depois, ele insiste em esclarecer o que estava falando: “Aí lá vem o jabuti, na onça, né? Hã, panton, história, nós chamamos panton, panton.” Em outro momento: “Onça abriu a boca lá e o jabuti: Pouuuu, na boca dele, pegou na testa e a onça morreu. Ele comeu a onça, perdeu a onça, onça perdeu pro jabuti. É a história, panton.” Durante toda narrativa, ao se referir a mitos de origem ou mesmo fábulas, a palavra usada era sempre história, que ele estava contando história. A esse respeito, fui alertado por uma liderança indígena, há nove anos, quando ainda estava providenciando a autorização para iniciar minhas pesquisas. Ela me disse: “isso que você chama de mito, fábula, é a nossa história.”



(Trecho retirado da pesquisa de Devair Antonio Fiorotti, acessivel em: https://www.scielo.br/j/elbc/a/fzmLm7XjJsvFCzNRYcHgxdD/?format=html&lang=pt)



Portanto o termo, além de designar uma "história" como conhecemos, vai além, é a verdade do que foi contado. E com esse propósito nasceu as narrativas inseridas no nosso jogo. Trazer à luz desse incrível universo e jogos de tabuleiro as histórias que estão enraizadas em nossas verdades: A Matinta Perera existe. Assim como todos os seres que povoam este universo.





Claro, aqui tornamos em jogo uma parte da história em que nos tornamos os heróis, salvando nossa localidade de um mal ancestral, porém sem deixar de reconhecer e respeitar os motivos e poderes da entidade, que acompanha nosso imaginário - e testemunhos, há gerações.




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